
Clínica que olha só para o faturamento está dirigindo no escuro. Cinco indicadores simples revelam margem real, eficiência de recebimento e o ponto em que a operação começa a dar lucro.
1. Margem de contribuição por procedimento
Quanto sobra de cada procedimento depois de pagar insumos, comissões e impostos diretos. Procedimentos que movimentam a agenda nem sempre são os que sustentam o resultado — e a precificação correta nasce dessa análise.
2. Ticket médio e mix de receita
O valor médio por atendimento, cruzado com a origem da receita (convênios x particulares), mostra a dependência de cada canal e orienta a negociação com operadoras.
3. Inadimplência e glosas de convênios
Glosas e atrasos de operadoras são vazamento silencioso de caixa. Acompanhar o percentual de glosa por operadora permite priorizar contestações e renegociar prazos.
4. Ponto de equilíbrio
O faturamento mínimo para cobrir todos os custos fixos e variáveis. É o número que transforma a meta da agenda em algo concreto: quantos atendimentos, de quais procedimentos, por semana.
5. DSO — prazo médio de recebimento
Quantos dias, em média, a clínica leva para receber. Com convênios pagando em 30 a 90 dias e custos mensais, o DSO define a necessidade de capital de giro — e ganha importância ainda maior com o split payment da Reforma Tributária.
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